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O romantismo do vestido rodado

Quem me conhece sabe que eu amo vestidos rodados. Gosto dos curtinhos, médios, bem armados ou mais discretos, e uso em diversos lugares, de faculdade a casamentos.

Muitas meninas não gostam, acham infantil ou não se sentem confortáveis com o modelo, mas a verdade é que esse vestido fica lindo em qualquer tipo de corpo, deixa a mulher mais feminina e é peça-chave tanto para o dia a dia, quanto para festas noturnas.


Mas sempre é bom lembrar que os vestidos rodados estampados ficam lindos durante o dia, já os armados, com tules, rendas e outros detalhes devem ser usados à noite.

Para os pés, prefira calçados mais românticos e femininos, como sapatilhas, peep toes e sandálias leves.  Quanto aos acessórios, use os mais delicados, já que a saia chama muita atenção.



Gostou? Veja os vestidos abaixo e inspire-se. Beijos.


Das duas e oito

Lisa Hannigan - Pistachio

Dire Straits - Romeo and Juliet

Cat Power - Sea of love

The Cure - 2 late

Lisa Hannigan - Teeth

Cat Power - I found a reason

The Cure - A chain of flowers

The Flaming Lips - Do you realize? 

The Killers - Shadowplay

Echo & The Bunnymen - Lips Like Sugar 
Queria muito voltar a escrever,
mas quanto mais eu me exponho,
pior fica.

Prefiro morrer

Tudo passa e acaba.
Em poucos meses, minha vida 
se tornou completamente diferente 
do que era antes.
O que eu sentia, pensava, vivia.
Todas as alegrias e tristezas se transformaram.
E a maioria dos meus sonhos 
perderam o sentido.
Não sou a mesma, pensei.
E essa nova pessoa aqui dentro,
 ainda inconstante,
não sabe mais se aquilo que sempre
quis é sonho verdadeiramente seu,
ou se as pessoas a fizeram assim pensar.
E as milhares de dúvidas e pesadelos 
voltam a assombrar.
Os amados se machucam
e ela já não sabe mais se está no caminho certo.
Sentimentos.
Tudo o que eu preciso agora é me encontrar
para saber de que lado estou
e o que é o melhor pra mim.
Dói saber que eu pude estar errada
durante todos esses anos.
E que só agora consigo enxergar um fiasco da luz.
Mas continuar desse jeito é 
suicídio sem fim,
que corrói as vísceras e maltrata a alma.
Mas uma coisa eu não mudo, 
não de propósito, mas por ser 
distante de mim:
Prefiro morrer que machucar quem eu amo.
Viver não depende apenas de mim.
Às vezes, eu só queria fugir. 
De você.
Dele.
Do mundo.

Uma nova fase, um novo começo.

Bom ou ruim, tudo passa.
E somos convidados a traçar outros rumos,
escolher coisas melhores pra gente.
As boas lembranças, as pessoas...
O que me fez sorrir me ajudará a
fazer tudo ficar bem.
Apesar da saudade,
é hora de escolher novos caminhos.
E encontrar lugares em que o mundo pareça melhor.

Parecer ser

Acho que não sou mais a mesma.
As coisas mudaram e eu nem percebi.
Com o tempo, os gostos e amizades se foram.
E me vi distante de tudo aquilo que antes acreditava.
Outros caminhos e objetivos.
Os problemas de antes perdem o tamanho.
É muito mais agora.
Precisei de um tempo para saber o que
aconteceu e tentei voltar, 
mas não mais consegui.
Não procuro agora saber quem sou.
O importante é aprender a
parecer ser.

Tumblr


O lugar onde eu trabalho

A fase passou

O inesperado.
Os dias passando 
e a decisão sendo tomada
por si mesma.
É engraçado,
me sinto mais, sei lá.
Parece bom.
O respeito, a responsabilidade.
O medo.
Eu sei que quero.
Preciso me preocupar menos com as coisas
e entender que nem sempre
as ruins são minha culpa.

Elas

 Os últimos dias têm sido meio difíceis pra mim.
A rotina novamente,
as milhões de coisas e a falta de tempo.
De vida.
Ontem tive um dos piores,
estava a ponto de desabar.
Pensei que tudo acabaria ali.
Eu nunca sei o que fazer.
Mas elas me ajudaram.
As duas melhores pessoas do mundo,
aquelas que eu confio, que amo.
E eu me senti querida, forte.
Como se tudo de ruim evaporasse naquele instante.
E nem sei como agradecer
a esses anjos que me deram luz.
Vocês são tudo, AMIGAS!
As melhores do mundo.
E eu sempre estarei aqui,
ao lado de vocês
esperando poder retribuir,
dar o melhor de mim
e chegar pelo menos aos pés
das pessoas que vocês são.
Obrigada.

Para Luana e Ana Lídia.

Não ser

Vontade de mudar, sair de mim.
Tenho a sensação de que não vivo mais eu.
- Máquina indefesa -
Não sei muito sobre isso de não ser,
embora nunca tenho sido realmente.
O desejo é que a luz ilumine os dias
e a vida que agora parece meio sem cor.

Um conto sobre uma princesa, sapatos e pin up’s


Esse é só mais um conto.
Não de fadas, pois esses não cabem mais aos dias de hoje.
Mas com maravilhas,
um reino (ou melhor,uma metrópole), e coisas estranhas.
Muito estranhas.
 Há também uma menina e seus desencontros,
 tristesas e um coração insensato, arredio,
insubordinável à razão.
 Poderia muito bem ser Alice o seu nome,
dado o surreal que virá nos capítulos que se seguirão.
Quem sabe Rapunzel, Cinderela,
ou o que acho mais adequado: Branca de Neve.
 Mas em nada ou em tudo nossa heroína com essas princesas se parece,
a não ser pelo fato de ser, claro, também uma princesa.
 Uma princesa do mundo de hoje,
mas com um pezinho meio século antes.
Sim, isso mesmo que você leu.
Curiosamente você verá que nossa personagem
 parece ter sido pintada da década dos laços e estampas de bolinhas,
 peptoes e sapatos veludados, saias e rendas, poses e tipos.
Uma década onde bocas meigas e olhares sensuais
podiam conviver na mesma pictografia. Na mesma expressão.
A personagem desse conto tem um ar pin, e a alma up.

São 5h15, o celular “melodeia”, insessante.
Uma lembrança doce no pensamento então surge feliz
 - “Buongiorno principessa!!!” -
se sente bem, ameaça um sorriso bobo de olhos fechados,
 mas logo a memória carinhosa se esmaece em meio ao sono.
Só mais cinco e eu vou, se promete.
Contudo, trinta segundos depois,
com a face e a alma amarrotada, se levanta.
Sabe que essa não é ela mesma e não se permite dar luxos ao tempo.
 Isso só iria desorientar sua rotina completamente over.
 Perder cinco minutos agora poderia significar perder o controle do seu dia.
E controle ainda é o seu lema.

Seu dia então começa: tira roupa, chuveiro, sabonete, água.
O calor da ducha lhe veste as pernas, quadril,
colo, dorso e ombros, em seguida a face.
Cabelos não - esses foram acarinhados por cuidados
 mais especiais na noite anterior.
 O sono quer persistir embalado pela água quente,
 mas ela deve continuar e despertar definitivamente.
Prossegue assim a rotina de ser
sua própria fada madrinha: escova, pasta, fio dental.
As roupas vão da cadeira no pé da cama
para seu corpo miúdo em poucos minutos.
 Tudo já estava separado,
da blusa de babado delicado à saia, do bolero à veste íntima.
 Ela põe tudo muito ligeiro, num piscar de olhos,
pois não há tempo a perder.

Vem então a arte davinciana de com tintas e pós coloridos
 (alguns nem tanto) dar retoques à pintura apreciada por tantos no dia que virá.
Estica-se a boca, faz se bico, achata-se um pouco para testar o charme.
 “Gostosa” - diverte-se com um auto-elogio.
Analisa o rosa que toma conta dos lábios de espessura normais,
 textura suave, com um leve achatadinho no lábio superior
como se “feito com o polegar e o indicador”.
Agita então um vidrinho, desrosqueia-o, pincela então acima de cada olho,
 três ou quatro vezes de cada lado, pausa.
 Um olhada de perfil, outro par de pinceladas em cada olho,
 e fecha-se o vidro.
Pega-se o lápis.
Ela então vai demarcando com o cuidado de um calígrafo
 o que antes era um mero rascunho pálido,
 transformando em arte final o mais misterioso elemento do seu ser:
 o olhar.

Agora sim o trato aos longos e levemente dourados cabelos.
Nessa tarefa, as ferramentas: escova, piastra, mãos, presilhas e grampos.
Cada mecha no seu lugar, cada onda com sua intenção,
e todos os fios sincronizados harmoniosamente.
Franja de lado, expressão de menina delicada.
 Pronto, próximo item.

Os pés pequenos, ainda descalços
 perambulam para todos os lados do quarto,
 enquanto a dona recolhe os itens necessarios para a jornada do seu dia.
 Escolhe então aquela que por hoje será o “recipiente” do seu universo feminino -
 uma bolsa vermelha de couro para combinar com o calçado.
As outras vinte terão a sua vez no mês que se segue
- e então e finalmente, escolhe os sapatos.
 Não são de cristal, mas como disse antes,
assim poderiam ser sem perder o contexto de nossa personagem.

Ela, então, se aconselha uma última vez com seu amigo,
 inimigo, confidente e carrasco -
ela é dura consigo, e ele com ela às vezes,
principalmente quando nossa princesa abusa de chocolate e sorvete.
O espelho caprichosamente lhe relata a mulher em sua frente.
Confere-se a silhueta, curvas, harmonia de cores e estampas.
Check list rápido: pernas, coxas, quadril, barriga, busto, cabelo,
rosto de boneca de porcelana.
 E por último - o que todo homem adoraria ter certeza
e eu sei que elas se preocupam - o bumbum.
Algumas graças em frente ao espelho
para levantar o ânimo do dia que começa.
 Agora sim, Karen, que venha o mundo!
Encoraja-se deixando a bela do reflexo para traz.


O presente mais lindo que já ganhei na vida. Obrigada, meu querido anônimo. ♥
Me perco em meio
aos meus pensamentos.
Me deixo levar
por coisas que não devem ser.

Sou outra


E naquela tarde,
tudo o que eu precisava era isso.
O que busco incansavelmente.
Que me tira o sono, me faz chorar.
E parece tão fácil, tão meu.
Mas que minhas mãos não chegam.
Não sentem.
Ou sentem demais e não deveriam.
Excesso infeliz.
Seria tão mais fácil se assim não fosse.
É o que mais quero, mais desejo.
Meu sonho.
Tão fútil para você.
Minha essência destruída.
O rosto em cacos destrói-se.
Tão perto e longe,
uma esperança de dor.
Voltar ao passado?
É tarde demais, sou outra.

Não sou

De volta ao mesmo espaço.
O sentimento de antes então.
30 e menos 5 se faz.
Carência de uma nova etapa.
O dia, a noite, sentir.
Não sei se quero, se devo.
Ninguém precisa, ninguém valoriza.
Os cabelos, o corpo, a dor de não ser.
Nada melhor que um elogio para perceber
que nem tudo está perdido.
Com 5 quilos a menos e outra verdade,
tenho a estranha sensação de esperança.
Como se algo fosse chegar
e me tirar desse mundo cansado,
dessa rotina incomum que tenho.
Sei que a vida é feita de opções e,
se estou assim
é porque escolhi desse jeito.

Elas ficam bem

Eu não sei qual é realmente o problema.
Meu jeito de ser, de agir.
Eu deveria pensar menos nos outros,
e me preocupar um pouco comigo.
As pessoas pensam que, por eu ser assim,
podem pisar em mim e maltratar
me coração.
Eu não consigo, sabe?
Não sei impor a minha vontade,
nem deixar de ceder.
Dói na hora, mas depois esqueço.
O ruim é que passa dos limites,
todos se aproveitam, acham que podem
descontar em mim.
Porque não faço nada, não digo nada
e amanhã fica tudo bem.
Machuca.
Alguns me alertam,
mas não sei se quero mudar.
Talvez o erro seja meu.
Eu gosto de cuidar das pessoas.
Eu entendo que estão mal,
e precisam fazer isso comigo
para se sentirem bem.
Então não tem problema, né?
Elas ficam bem,
eu vivo. 
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