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Maria Clara Gueiros : "Nunca pensei em ser a gostosona do pedaço"


Após o sucesso em 'Insensato Coração', a atriz Maria Clara Gueiros se despede da socialite Bibi.


O que acha das mulheres que levam a vida como a Bibi?
Cada um é responsável pela vida que leva. Se a vida das mulheres que se comportam como essa personagem as faz feliz, quem sou eu para julgá-las?

Assim como ela, já tomou a iniciativa para ficar com um homem?
Já tomei iniciativa, mas do meu jeito. A Bibi vai diretamente para o sexo. Eu não!

Já se relacionou com homens mais novos?
Já namorei homens um pouco mais novos, mas nada que fizesse muita diferença.

Bibi se acha a gostosona do pedaço. E a Maria Clara, como se enxerga neste quesito?
Me cuido para estar sempre bem e nunca pensei em ser a gostosona do pedaço.

Ficou mais vaidosa depois de interpretar a personagem?
Sempre fui vaidosa. Gosto de estar bem cuidada.

Como foi fazer as cenas mais quentes?
Fazer cenas assim é sempre uma novidade para mim, mas quando se tem uma excelente direção, como é o caso do Dennis Carvalho e da equipe dele, tudo tem muita técnica, profissionalismo e bom humor.





Atores com veia cômica tendem a passar a imagem de que estão sempre sorrindo e prestes a fazer uma piada em qualquer momento. Como é a Maria Clara na intimidade?
Tenho os dois lados. Sou relaxada, procuro sempre puxar conversa com todos à minha volta, descontrair o ambiente e ser bem-humorada. Porém, sou concentrada e séria quando o momento pede.

Tem medo de só fazer personagens engraçados?
Medo?! Como assim? Amo fazer comédia! Trabalho com humor há 23 anos! Como poderia ter medo de fazer uma coisa que só me dá prazer e ainda sustenta a mim e meus filhos.

Que tipo de personagem sonha em interpretar?
Independentemente de sonhar com um personagem específico, amo representar e adoro bons textos e bons diálogos,

Você já disse que, para se sustentar, vendia tortas...
Sou psicóloga e trabalhei com isso até 93. Paralelamente, sempre fui ligada às artes. Comecei como bailarina e quando descobri a carreira de atriz em 87 nunca mais parei. Como a profissão de artista é difícil, fiz várias coisas: tortas pra vender, traduções de livros de humor, produção de programas pra TV a cabo...

Ser psicóloga a transformou em conselheira dos amigos?
Sempre fui um bom ouvido. Adoro estar com meus amigos e com as pessoas próximas e isso inclui os momentos difíceis também.

Claudia Rodrigues explica sobre a Esclerose Múltipla


Ela volta ao Zorra Total e diz como enfrenta a esclerose múltipla com o carinho da filha, Iza


Na sala de casa, no Rio, Claudia, que sofre de uma doença incurável do sistema nervoso central, mostra progressos do tratamento e brinca de quebra-cabeça com Iza.




Em Abril, após dois anos longe da TV, Claudia Rodrigues (40), uma das comediantes de maior sucesso de sua geração, voltou ao ar como Ofélia do Zorra Total. O afastamento havia ocorrido devido à esclerose múltipla, doença incurável do sistema nervoso central, que afeta a fala, a memória e a coordenação motora. Claudia vinha se dedicando ao programa A Diarista, que estava previsto para voltar ao ar, quando, em maio de 2009, o problema voltou a se manifestar e as gravações foram canceladas. Ficou dez dias internada no Hospital Albert Einstein, em SP. Desde então, passou a viver meio reclusa, o que gerou preocupação entre fãs e amigos. 

Ela tem permanecido a maior parte do tempo em seu apartamento, na Gávea, Rio. Ao lado da filha, Iza (9), e da mãe, Regina Rodrigues (67), que mora no mesmo bairro.

Ela, que tem uma prima que sofre da mesma doença, falou de seu drama e deu lição de fé. "As pessoas me falam que sou exemplo, que se estão bem, é por minha causa. Fico feliz de poder ajudar. Digo a todos que devem ter um bom médico, não se abater, nem desesperar, ter perseverança e otimismo", contou ela, que descobriu ter a doença em 2000.







- Como foi retornar à TV? 
Claudia - Também sou professora, mas atuar é superior a tudo. Então, foi emocionante. Estou adorando reviver a rotina do estúdio, me maquiar, arrumar, gravar... sem falar no reencontro com os amigos. Tudo está cada vez melhor. Eu pedi a Deus: 'Quero voltar a ser como eu era.' E ele me deu o Zorra de presente para poder ficar feliz.

- Trabalhar ajuda a não pensar na doença e ficar bem? 
- Eu não penso na doença. Fiquei chateada porque tive que parar. Ficava em casa falando comigo: 'Quero voltar a gravar.' Maurício Sherman, o diretor, é como um pai. Lúcio Mauro, meu parceiro de cena, também.

- Foi difícil ficar longe da TV? 
- Foi, mas era preciso. Continuo em tratamento. Uma vez por mês vou ao Einstein tomar o remédio, injetado na veia. Vou com a tia Margarida Salerno, que me dá força. Todos falavam de lá e realmente tudo melhorou quando comecei a me tratar lá com os neurologistas Rodrigo Barbosa Tomaz e Charles Peter Tilbery.

- O que aconteceu em 2009?
- Estava gravando A Diarista, pronta para reestrear, quando comecei a ter dificuldades. A memória começou a travar. Após ensaiar, esquecia as marcas.
Regina - Atingiu um pouco a fala e o caminhar.
Claudia - As pessoas me perguntavam se estava tudo bem, eu dizia que sim. Na minha cabeça estava ok, mas falava enrolado.

- Os sintomas persistiram após a internação? Como você está? 
- A crise levou esses dez dias. Agora, estou ótima, mexo tudo. Só não me mexo mais porque sou preguiçosa. (risos) Preciso voltar à malhação. Graças a Deus, a doença nunca chegou a um estágio mais grave e nem vai chegar.
Regina - Ela aproveitou esse momento para descansar. Lógico, ficou aborrecida, queria trabalhar, aí teve um pouco de depressão.
Claudia - Fiquei bem deprimida, não queria fazer nada. Os amigos chamavam para sair, agradecia e não ia. Sempre fui festeira, mas não achava mais nada divertido. Ler notícias que estava assim ou assado ajudou a me deprimir, porque, na verdade, eu estava bem.
Regina - O povo é carinhoso, nunca esqueceu dela. Na rua, querem autógrafo, foto. Ela marcou, marca e está cada dia melhor.

- Como reagiu ao descobrir que tinha esta doença, em 2000? 
- Foi um susto. Minha primeira pergunta para o médico foi se eu poderia ter filho, foi a maior preocupação. Fiquei feliz quando ele disse que era possível. Há estudos, inclusive, de que a gravidez faz a esclerose melhorar devido aos hormônios. Enfim, tive a Iza e voltei a ter o surto em 2009, também por problemas pessoais, estresse.

- Como está sua saúde hoje? Tem dificuldade para gravar? 
- Faço tudo direito. Alguns veículos disseram que nos bastidores comentavam que não estou bem. Mas Sherman já declarou que chego lá com o texto em cima. A memória está boa, está tudo certo, voltei a fazer o que faço melhor.
Regina - Ela mexe muito as mãos. Se virem programas antigos da Ofélia, vão ver que era assim.

- Agora, leva vida normal ou tem restrições? 
Regina - Não pode calor, banho quente, se expor demais ao sol.

- Quais são os prognósticos? 
- O remédio que uso já é um avanço. Cada vez que faço ressonância magnética, me dão parabéns, estou cada vez melhor. Pus nas mãos de Deus.

- Você leva vida normal? 
- Nesta semana em que se comemora o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, participo de um evento em São Paulo. Vou falar às pessoas que é como se tivesse um problema comum. Eles me disseram que tendo controle, está tudo ok. É como uma diabete. Tem um tipo de esclerose que a pessoa pode deixar de andar, enxergar... Acho que a minha não é tão agressiva.

- Onde busca forças? 
Claudia - Tem de acreditar em Deus. Rezo muito. E penso na minha mãe e na Iza. Tenho medo de não poder dar assistência a elas. Iza sabe que tenho a doença, mas não tem noção do que é. Para ela, não posso ter problema. Acho que a Globo está me testando para quem sabe voltar em A Diarista. A emissora me ajudou muito nessa fase.

- Não se questionou por que você desenvolveu a doença? 
Claudia - Foi um baque. Deus me deu o dom de fazer humor e de repente quer me pôr em casa quieta. Mas mantive o humor e agora que voltei a trabalhar, sou outra pessoa. Deus está me ouvindo.
Regina - É um choque para todos. Acredito em Deus e para ele tudo é possível. Meu filho se suicidou na minha frente com um tiro na cabeça, depois perdi meu marido com câncer generalizado. Quem passou por isso não podia esmorecer. Só podia ajudar.

- E os amores, Claudia? 
- Não quero. Estou casada com meu trabalho. Não sinto falta.

A poderosa Fátima Bernardes

Ela tem a vida que muitas de nós rezamos para conseguir, mas nada caiu do céu. A editora do Jornal Nacional batalhou bastante – e hoje banca suas escolhas com tanta leveza que parece até milagreira.







1 - Valorizar

Ela vem de uma família simples e os pais lhe ensinaram a “dar importância ao que realmente tem valor”. E o que de fato tinha valor para a mãe de Fátima, a dona de casa Eunice, 68 anos, e para o pai, o sargento da aeronáutica Amâncio, 72, era a educação das filhas. A jornalista tem uma irmã, Vânia, 45 anos, que é química farmacêutica e hoje vive na França. “Estudei inglês e balé e quando lembro que, para isso, minha mãe nunca teve uma empregada nem ia ao salão fazer as unhas... Sinceramente, não sei se foi correto abrirem mão de tantas coisas por nós. Mas sou muito grata pelo que fizeram.” Mesmo morando perto dos pais, essa virginiana não é de pedir colo na hora do aperto. Só avisou a mãe sobre a cirurgia para retirar um duto mamário, em 2008, um dia antes. “Eu disse: ‘A h, é uma coisa à toa’. Tenho muita dificuldade em demonstrar fragilidade ou fraqueza. Acho que vou dar conta de tudo – mas nem sempre consigo.”

2 - Namorar

Apesar de defender que não existe receita de casamento duradouro, Fátima tirou algumas conclusões após 21 anos ao lado do jornalista William Bonner: “Amor e sexo são determinantes. E aí vem o resto: compartilhar sonhos, projetos e ideais de futuro”. Será que brigam por conviver tanto em casa e na Rede Globo? “As pessoas não acreditam, mas a gente tem pouco contato no trabalho.” William é mais romântico, do tipo que presenteia fora de datas. “Por exemplo, não gosto de comprar joias – e ele adora dar. Então, para meu marido não perder esse encantamento, compro só bijuteria (risos).”

3 - Compreender

“Bom dia a vocês todos que consideram razoável a ideia de saber em tempo real tudo o que esse tio velhinho decide tornar público via internet.” Com frases assim, William conquistou mais de 1 milhão e 300 mil seguidores no Twitter. Quando começou, Fátima tomou um susto. “Ele é tímido, nunca gostou de expor nossa vida. E aí vejo essa fascinação por um brinquedinho! Aprendi a lidar, mas não me seduz.” Existe o medo de que ele erre a mão e diga o que não deve? “Não tenho, não. Ele faz brincadeiras, tuíta: ‘Vejam como as crianças estão lindas’... E são fotos na penumbra.”

4 - Errar

Mãe de Beatriz, Laura e Vinícius, 13 anos, Fátima descarta manuais para enfrentar a adolescência dos filhos. “A gente ainda não sabe como administrar essa fase. Mas eu também não sabia como lidar com um filho, muito menos com três!” Até outro dia, ela não deixava que fossem ao cinema sozinhos. Agora, começa a permitir que saboreiem um pouco de liberdade... mas busca na saída! E sabe que pode errar, sim, porque faz parte do processo. “O mais importante é dizer que errou.” Sobre a união familiar de sucesso, pondera: “É preciso mostrar que você está ali verdadeiramente – não está com aquele olhar embaçado pensando em outras coisas”.

5 - Trabalhar

Quando comandou o Hoje, Fátima aprendeu a chefiar, enxergar o todo. “No começo foi sofrível. Gosto mais de estar em ação (entrevistar e apresentar o jornal). Claro, hoje faço com mais tranquilidade.” Não significa que se acomode na posição de poderosa do JN, liderado por William. “ Estou no jornal de maior prestígio, mas tenho de me aperfeiçoar a cada dia para permanecer ali.”

6 - Delegar

Para equilibrar a balança com leveza, Fátima tornou-se menos centralizadora. “Sei todos os detalhes do que está acontecendo em casa, por exemplo. Até brinco que somos uma empresa: quando algo não vai bem, a gente se reúne e conversa. Mas compreendi que as pessoas só rendem o que você espera se permitir que elas ajam. Em geral, quem fala ‘tudo eu, tudo eu’ é porque não entrega nada a ninguém. Delegar é um exercício”, afirma Fátima, que conta com a ajuda de duas empregadas, um caseiro e um motorista. Certas coisas ela mesma gosta de fazer, como comprar o lanche que os filhos levam para a escola e estudar com eles para acompanhar o aprendizado.

7 - Amadurecer

“Acredito realmente que a gente melhora com os anos. Estar menos ansiosa foi um dos ganhos. Por outro lado, acho difícil me acostumar com as mudanças físicas que a idade começa a trazer. Ainda mais que não tenho coragem nem paciência de correr atrás de todos os mecanismos anti-idade. É claro que olho e falo: ‘Eu gostava tanto deste contorno (aponta o rosto) e agora vejo que não está tão legal’. Mas a guerra contra o tempo é uma guerra perdida. Prefiro direcionar minha energia para ganhar brigas boas.” Embora nunca tenha feito plástica, não é contra. “No dia em que fizer, não será para ficar com cara de quem tem 30 anos, mas para ganhar um ar mais descansado.” E assume que aplica Botox ao redor dos olhos. Em 2002, quando fez escova progressiva, a repercussão foi gigantesca. “Meu cabelo é patrimônio nacional”, afirma, rindo.


Sucesso passo a passo

Há 13 anos, essa carioca criada no Méier e hoje moradora da Barra da Tijuca ocupa um dos postos mais cobiçados do jornalismo brasileiro: é apresentadora e editora executiva do Jornal Nacional. A carreira, iniciada no jornal O Globo, em 1983, deslanchou quando Fátima foi aprovada, em 1987, num curso de telejornalismo da Globo. Pouco tempo depois, já apresentava o então RJTV 3a Edição. Passou pelas bancadas do Jornal da Globo (1989) – onde iniciou a dobradinha com William –, doFantástico (1993), do Jornal Hoje (1996) e novamente pelo Fantástico (1997). Após ter os trigêmeos, voltou ao JN. Por quatro vezes ganhou o prêmio Os Melhores do Ano, doDomingão do Faustão. E acaba de concorrer mais uma vez, disputando com Bonner e Tiago Leifert, que acabou levando a estatueta.







Ícone da morenice sexy, Scheila Carvalho conta sobre os novos fios dourados!



Duas paixões nacionais despontaram na segunda metade dos anos 90:  uma loira, Carla Perez, e outra morena, Scheila Carvalho. Dançarinas do então popular grupo “É o Tchan”, a dupla emplacou não apenas passos de axé, mas também numerosas capas de revistas masculinas.


A morena, em especial, foi eleita a mulher mais sexy do mundo por três anos. Virou hors-concours. Desde a primeira Playboy, na qual posou com um bambolê em 1998, a vida de Scheila correu rápido. A morena do Tchan se casou, experimentou outras profissões, ganhou um programa de televisão na Bahia, realizou o sonho de ser mãe, e, agora, aos 37 anos, virou loira. Mas de “alma morena”, ela avisa.


Orgulhosa de seus troféus, mas também desprendida na medida certa para falar sobre beleza e tempo, Scheila mostra em entrevista ao Delas que é uma mulher comum – vigia a balança, cisma com ruguinhas e muda o cabelo para marcar recomeços. Mineira de origem e baiana por direito, ela assume que usa Botox “sim” e ainda aponta a nova mulher mais sexy do Brasil.


Entrevista:

Por que a morena do Tchan resolveu ficar loira?

Scheila Carvalho: Eu sempre fui muito vaidosa, mas ganhei bastante peso durante a gravidez. Faz parte, porém isso dá uma derrubada na autoestima, acho que acontece com toda mulher. Fiz dieta e consegui emagrecer 15 quilos. Faltava alguma coisa, então resolvi mudar o cabelo. Daí pintei de loiro. Sem falar que eu acho bom mudar um pouco pra surpreender o marido. Uma repaginada vai bem.


E o marido gostou?

Scheila Carvalho: Foi engraçado. Eu falei que ia mudar o visual, mas não disse o que faria. Quando ele chegou em casa, eu estava banheiro, no espelho. Ele tomou um susto: “Meu Deus, entrei na casa errada”. Mas ele adorou, e a opinião dele é a mais importante.




Scheila Carvalho dança ao lado de Sheila Mello e Rodrigo Faro, no programa O melhor do Brasil


É a primeira vez que você fica loira?

Scheila Carvalho: Sim. Eu até tinha algumas mechas mais claras antes de entrar para o Tchan. Mas depois tonalizei com preto e assim ficou. Eu não pintava o cabelo há 13 anos – só tonalizava e fazia banho de brilho. O meu medo era que o cabelo quebrasse, por causa do descolorante, mas acabou dando tudo certo.

O cabelo descolorido fica mais sensível, ressecado. Sua rotina de cuidados mudou?

Scheila Carvalho: Com certeza. Agora eu faço hidratação no cabeleireiro uma vez por semana. Vou muito mais ao salão de beleza que antes.

Já pensa em voltar a ser morena?

Scheila Carvalho: Ainda estou curtindo o loiro. Dizem que quando você fica loira, a tendência é só clarear mais e mais. Eu acho que isso não vai acontecer comigo, sou uma loira de alma morena.

Após a gravidez, como foi o processo de perda de peso?


Scheila Carvalho: Eu fiz uma dieta bem séria. Outras coisas ajudaram, como academia, drenagem, Ultra Accent, creminhos... Mas o que emagrece mesmo é controlar a alimentação, não tem jeito.

Ainda é viciada em musculação?


Scheila Carvalho: Muito. Faço todos os dias. Meu professor brinca que tem que me mandar embora. Três vezes por semana a nenê vai para a academia comigo. Enquanto eu malho, ela faz natação. A babá me ajuda nisso.

Qual é a sua opinião sobre toxina botulínica e preenchimentos? Você usa?

Scheila Carvalho: Tem gente que usa e diz que não usa. Acho uma bobagem, tá na cara. Eu uso sim, há quatro anos. Sou muito vaidosa, o tempo vai passando e a gente tem que se cuidar.

Pela revista VIP, você foi eleita a mulher mais sexy do mundo por três vezes. E hoje, quem é a mais sexy do Brasil?

Scheila Carvalho: Ser sexy não é só ser gostosa e fazer caras e bocas. Tem que ter algo a mais. Bonita sim, mas com carisma, simpatia, energia, tudo de bom. Pra mim, quem leva o título é, sem dúvida, a Ivete Sangalo. Ela é linda, tem astral, simpatia.

E é morena, e é baiana...

Scheila Carvalho: Sim! Completou geral.

Entrevista com Angélica

Como poucas celebridades da TV brasileira, Angélica soube reinventar sua carreira e seu destino. Linda, rica, feliz, bem casada, bem-sucedida, ela é uma inspiração e um exemplo do poder transformador da ambição equilibrada, do talento e do trabalho duro. Ela conta qual foi o combustível da revolução pessoal que a manteve no auge quando tantas decaíram.




A apresentadora Angélica está de saída quando o filho Joaquim, 5 anos, pergunta por que ela tem que trabalhar. “Para poder comprar coisas, como o seu leitinho”, responde, na tentativa de convencer o pequeno. Dias depois, ao perceber que a mãe se aprontava novamente para sair, disparou: “Não quero que você vá trabalhar. Já tem muito leitinho lá na despensa”.

A cena, contada aos risos por ela, tem como razão de ser uma rotina puxada. Angélica se divide entre a gravação dos programas Vídeo Game (um quadro do Vídeo Show) e Estrelas, ambos da Rede Globo, os dois filhos – o caçula, Benício, está com 3 anos –, o marido, o também apresentador Luciano Huck, e os trabalhos publicitários.

Encantada com a maternidade, faz planos de aumentar a família no final do ano que vem, quando ficará pronta a megacasa no bairro carioca do Joá, para onde se mudarão todos. Filha do metalúrgico Francisco e da dona de casa Angelina, a paulista Angélica Ksyvickis Huck, 36 anos, nasceu em uma casa simples em Santo André (SP). Aos 5 anos, foi eleita a menina mais bonita do Brasil no programa do Chacrinha, o que lhe abriu as portas do mercado publicitário. Em 1986, aos 13 anos, já comandava o Clube da Criança, na extinta Rede Manchete. Em 1993, mudou-se com sucesso para o SBT e três anos mais tarde chegava à Globo, onde deu uma guinada na carreira, recheada ainda com 13 filmes, 14 álbuns e participações em duas novelas e em vários seriados.

Poderá ser vista contracenando com Huck em A Traída da Barra, baseado na obra homônima de Sérgio Porto, um dos dez episódios que integram a minissérie As Cariocas, de Daniel Filho, que estreia este mês na emissora. Na pele de Maria Teresa, destrói o apartamento onde vive com Cícero (Huck) após descobrir que o marido a trai com sua melhor amiga. “Não consigo imaginar a possibilidade de o Luciano fazer isso. É uma cena quase surreal”, diz Angélica, casada há seis anos.

Ela falou sobre as cinco forças que a impulsionam e ajudam a explicar o sucesso no plano pessoal e no profissional.



1. Descendência

Hoje, a maternidade é minha maior motivação. Em tudo que faço, penso no que meus filhos vão achar. Relembro coisas das quais já tinha esquecido, desde uma brincadeira até valores que devem ser transmitidos. Sou uma mãe muito atenta: mesmo que não esteja fisicamente presente, quero coordenar tudo. O Joaquim é mais intelectual, e o Benício é mais animado. Eles se completam nessa diferença, e eu nesse exercício de criar dois filhos tão diferentes. Para educá-los, ajo muito pela intuição, guiada pelo que acredito. Posso até sofrer, mas dou bronca, sim, quando merecem. Por outro lado, quando um deles está doente, durmo até no chão. Acontece direto de um sarar e o outro cair doente. Fico louca! O Luciano adora brincar com eles, levar à escola, participa das reuniões. Na medida do possível, procuramos proporcionar a eles uma vida normal e estabelecemos algumas regrinhas. Quando fazem aniversário, por exemplo, guardo os presentes e vou entregando um a cada dia. É óbvio que toda mãe quer ver o filho feliz, mas eu e o Luciano nos controlamos para não deixá-los mal acostumados. Gostamos de mostrar que o dinheiro não cai do céu, e eles entendem. Mas isso, é claro, sem deixar de usufruir do que podemos. Se dá vontade de viajar, vamos viajar.



2. Romance

Luciano e eu somos parceiros acima de qualquer coisa, apesar de sermos bem diferentes: eu, bagunceira; ele, muito organizado. Ficamos mal-humorados quando não estamos juntos. Quando nos conhecemos, me apaixonei. Luciano se dedica profundamente a tudo o que faz, e no relacionamento também é assim.
Admiro nele a inteligência, a rapidez e o romantismo. Ele comemora datas importantes e dá presentes – especialmente joias, que eu adoro! Como sou superciumenta, fico ligada. E Luciano sabe disso. Existe o assédio. Independentemente da fama, ele é muito legal e envolvente. Mas também tem um ciumezinho, o que é natural em um casal que se gosta. Assim, procuramos cuidar bem um do outro, da relação, não dar motivo. Na verdade, o que às vezes me irrita nele não tem a ver com ciúme, e sim com a dedicação excessiva ao trabalho. Chega em casa destruído, não sabe o limite. Essa é uma questão que estamos sempre trabalhando.



3. Talento
Por trabalhar desde pequena, minha vida pessoal sempre caminhou ao lado da profissional. Mas consegui preservar uma certa normalidade. A fama não mexeu com a minha formação nem com meu caráter. Quando fico exausta, procuro descansar, viajo e vou me adaptando. Nunca pensei em parar. O bom de trabalhar desde cedo é que se aprende a lidar com as saias justas. Já me aconteceu, por exemplo, de ao fazer um show, aos 17 anos, ficar sem a saia no palco! Minha maior conquista profissional foi ter cativado o público infantil – o que não é fácil – numa época em que havia muitas apresentadoras, como Xuxa e Eliana. Quando parei com os programas infantis (Angel Mix acabou em 2000), muita gente achou que era uma crise. Fiquei fora do ar um tempo, sim, mas estava apenas querendo pensar na vida e aproveitar um pouco. Depois voltei focada em outro público (em 2001, passou a apresentar Vídeo Game e Fama), o que foi bem bacana. Então cresci com o público que ainda hoje me assiste. O Estrelas (iniciado em 2006) também me dá prazer. Acho que me saio bem como entrevistadora porque não levo isso tão a sério. O bom é que passei a conhecer muita gente interessante. Além disso, veio numa época em que eu precisava de mais tempo para a família. Tenho uma equipe bacana, que entende minhas prioridades. Não me arrependo de nada: o que quis, realizei. Minha maior ambição é que o programa Estrelas cresça e eu possa exercitar outras coisas que sei e ainda quero fazer.


4. Dinheiro


É consequência de trabalho duro, sério e feliz. E isso está acima do dinheiro. Tenho muito prazer no que faço e ganho muito bem por realizá-lo, o que faz com que me considere uma pessoa de sorte. Não que eu dê uma importância tremenda ao dinheiro, até porque nunca fui consumista. Dinheiro tem que ser algo que você usa para o prazer, mas de forma saudável. Não pode tirar a gente do centro. Desde criança, jamais fui de pedir mesada ou qualquer outra coisa. Mas, quando pedia, recebia. Meus pais cuidavam muito bem do que eu ganhava; então, isso nunca me preocupou. O Luciano às vezes fala: “ Você não compra nada!” Ele está me trazendo esse lado um pouco mais consumista. Apesar de ele gastar muito, eu fico tranquila, pois Luciano sabe administrar com competência as nossas finanças. Ele entende do assunto.

5. Fé

No íntimo, acho que Deus é o que importa. Sou católica porque minha família é – gosto de ir à igreja pela energia que me passa. Também já me interessei pelo budismo. Penso que temos que ficar com o que é bom de cada religião. Procuro passar essa religiosidade para os meninos quando digo para pedirem um soninho bom ao anjo da guarda. Respeito a religião do Luciano. Tem muita coisa no judaísmo que acho o máximo. É a crença de um povo unido que, pelo que sofreu, se ajuda bastante. Quanto aos nossos filhos, vão fazer as próprias escolhas. E, se pedirem, vamos ajudá-los a decidir.
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