O que acontece depois de um fim de um relacionamento? Com certeza é o despertar de uma curiosidade de como o outro está. Convenhamos que nem é por solidariedade. Se por um lado queremos que o ex parceiro siga em frente e seja feliz, por outro desejamos ver que nossa ausência trouxe prejuízos porque isso alimenta nossa vaidade. Não é nada digno esse pensamento, mas é a verdade.
Se por acaso, descobrimos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos e o outro busca novas companhias isso nos proporciona um enorme desgosto. E ai que o bichicho do orgulho é ferido. Indagações são feitas e no fim inseguranças aparecem. Para confundir isso com amor é um passo. Gostava tanto, tanto... Será? Posso dizer que muitas vezes esse amor pode nem ter existido. O que confunde após o término não é um amor adormecido, mas sim o orgulho ferido.
Humm e se é o outro que termina, queremos vingança! Queremos que seu atual relacionamento não vá pra frente. E fazemos isso na tentativa de resgatar nossa auto-estima. Aquela mesma que foi perdida no momento da sociedade do pé com a bunda.
Há quem tente sair difamando o (a) ex, falando que perdeu seu tempo, que não sente mais nada, que sofreu nas mãos dele (dela). Outros preferem o velho teatrinho de que encontrou outra pessoa e que está feliz. Há quem faça de tudo para transformar a nova companhia do (a) ex em um monstro qualquer, em um ser sem graça e de certo vai fazer todos os amigos repetirem que é melhor do que fulana (o). Isso é ciúme somado ao velho orgulho ferido Alguns pesquisam a vida da(o) nova(o) namorada(o) do(a) ex e inventam milhões de defeitos, o que só evidencia o que quer esconder. Como que uma pessoa que passa seu tempo revirando a vida de outra, procurando por comparações, perdendo tempo pode dizer que não se importa com a outra? Detestar uma pessoa sem conhecer é praticamente o mesmo que adorar, gasta-se a mesma energia fazendo as duas coisas.
E acreditem que a personalidade humana é mesquinha e vai muito além disso. Ao ponto de não bastar ser feliz; e precisar de que o outro não o seja. Em muitos momentos, nem percebemos que no meio de sentimentos nobres há sentimentos ruins enraizados e vice-versa. Se o relacionamento acabou, acabou. Do que era ruim não se guarda nem os cacos. Tenha em mente que muito se perdeu: a paixão, o tesão, o desejo...E aquelas brigas intermináveis, broncas penduradas, raivas multiplicadas, inseguranças vigilantes não sumiram do nada. Lembranças boas também existiram, mas agora são desvanecidas por um gostinho amargo.
Agora o que não se pode permitir é que esse ciúme fique! É preciso suportar ver o que já foi seu sendo de outro. Não dá para ter a mesma postura de uma criança mimada que jogou fora seu brinquedo velho e agora vê o amiguinho brincando feliza com ele e querer retomar. A escolha foi feita. Ponto e pronto!

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