Calma, calma



Tudo o que eu pedia era que o tempo desacelerasse… Mas ele nunca ouvia. Afinal ele nunca ouve mesmo. Seguiu implacável e permitiu que mais atropelos acontecessem.
Às vezes até cheguei a enxergar o que acontecia, mas não tive tempo para parar e assimilar tudo aquilo. E simplesmente continuei. A falta de reflexão sobre o assunto fez com que eu  apenas andasse. No meio do caminho, tropecei. Também desastrada que sou, nada mais normal. A pressa sempre faz isso.
E quando a poeira abaixou? Percebi que estava certa. Mas ficaram indagações... Em que momento deixei de acreditar na minha intuição? Em que momento fiquei surda para seus conselhos? Em que momento foi mais fácil ignorar toda essa informação? Não dá pra saber. A sucessão de fatos naquela época não permitiu que assimilasse todos os fatos e que organizasse todos eles numa ordem lógica. Não me permitiu enxergar o contexto. Não me permitiu  apenas... parar.
Deixei os rastros para trás...Curei meus pés cansados e, simplesmente, parei!
Agora a calma que tanto desejei bateu à minha porta. Chegou meio atrasada porque omiti o caminho...
Mas agora eu a recebi com toda hospitalidade possível de um bom anfitrião . E não quero que ela vá embora tão cedo. Essa visita é bem vinda...Pode entrar, Calma!
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